Cerca de 10% da população ucraniana foi obrigada a deixar os locais onde moravam desde que a invasão russa teve início, há pouco mais de duas semanas. Desse total, 2,5 milhões buscaram abrigo fora da Ucrânia. Outros 2 milhões se mudaram, mas permanecem dentro do território do país.

O número foi atualizado pela ONU nesta sexta-feira, 11. Segundo os dados, a Polônia segue como o país que mais recebeu refugiados, com 1,5 milhão de pessoas. O Bastidor mostrou que a leva de pessoas atravessando a fronteira já preocupa o governo local em relação ao desemprego. 

A maior parte dos refugiados é composta de mulheres e crianças, já que a lei marcial imposta na Ucrânia impede que homens de 18 a 60 anos atravessem as fronteiras. Ao menos 1 milhão das 2,5 milhões de pessoas que deixaram a Ucrânia eram crianças.

O segundo país com mais refugiados é a Hungria, que abriga 225 mil pessoas, seguido da Eslováquia, com 176 mil. Ainda que impressionantes, os dados reais devem ser maiores, já que a ONU não atualiza os números de pessoas que saíram pela fronteira com a Romênia há três dias.

Ajuda humanitária

À medida em que a guerra avança, os esforços humanitários na região continuam firmes. Parceiros da ONU relatam já ter atendido ao menos 500 mil pessoas desde o início do conflito com a Rússia. Essas pessoas receberam comida, abrigo, cobertores e suprimentos médicos.

O Programa Mundial de Alimentação afirma que deve atender até 3,9 milhões de ucranianos, atingidos pelas destruições de infraestrutura provocadas nos ataques militares. Muitas pessoas estão sem acesso à água potável e energia elétrica. 

O escritório das Nações Unidas para assuntos humanitários afirma que recebeu US$ 109 milhões em doações para ajudar os civis na Ucrânia. Esse valor, no entanto, representa apenas 9% do que o grupo considera necessário para atender a demanda na região.