O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, gostou de ter ouvido do líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), e do relator do arcabouço fiscal no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), que, ainda que a ordem seja não mexer no texto para evitar o seu retorno à Câmara, a inclusão do fundo constitucional da capital deve ser vetada por Lula.
Depois de sancionado o projeto, prioritário para o governo, o veto poderá ser analisado pelo Congresso. É saída para que o texto não precise voltar para a Câmara para nova votação. A solução proposta pelo governo agradou Ibaneis.
Da forma como foi aprovado, o fundo constitucional – que banca educação, segurança pública e parte da saúde do Distrito Federal com dinheiro da União – passou a ficar sujeito ao teto de gastos.
Por isso, desde que o texto foi aprovadona Câmara, Ibaneis e parlamentares do DF, incluindo petistas, passaram a pressionar o governo. Disseminou-se a ideia de que o autor intelectual da tentativa de retirar dinheiro do fundo constitucional foi do ministro Rui Costa (Casa Civil), o que ele negou a representantes da bancada.
Circulou na bancada um levantamento de que, se o novo modelo passar, em dez anos o Distrito Federal deixará de recebe87 bilhões de reais pelo fundo. Não se sabe quais as bases do estudo.

