A CPI da Pandemia volta aos trabalhos amanhã, terça-feira 3 de agosto, ouvindo os intermediários que negociaram com o governo sem autorização oficial dos fabricantes. O primeiro depoimento será o do reverendo Amilton Gomes de Paula, dirigente da ONG Senah e fez a ponte entre o governo do presidente Jair Bolsonaro e vendedores de vacina.

Na quarta-feira 4 de agosto será a vez do coronel Marcelo Blanco, ex-diretor substituto do Departamento de Logística do Ministério da Saúde. Segundo testemunhas, ele presenciou um pedido de propina para a compra da vacina AstraZeneca.

O empresário Airton Antonio Soligo, ex-assessor especial no Ministério da Saúde, será ouvido na quinta-feira 5 de agosto. Conhecido como Airton Cascavel, é homem de confiança do general Eduardo Pazuello e negociou com intermediários que se apresentaram para vender vacinas ao governo.

O depoimento de Francisco Emerson Maximiano, o Max da Precisa Medicamentos, estava inicialmente previsto para quarta-feira, mas ele viajou para a Índia em 25 de julho e foi notificado pela secretaria da CPI em 26 de julho. A nova data do depoimento dele deve ser na semana que vem.

Amanhã, os senadores da CPI da Pandemia votarão requerimento do afastamento da secretária do Ministério da Saúde Mayra Pinheiro. Para o presidente da CPI, o senador Omar Aziz, ela usa a estrutura da Saúde para recomendar tratamentos comprovadamente imprestáveis para tratar doentes com covid-19.