Aliados de João Doria estão certos de que, se o governador de São Paulo vencer as prévias do PSDB para a disputa presidencial, Aécio Neves será expulso do partido.
Aécio Neves foi presidente do partido, candidato a presidente da República em 2014 e governador por dois mandatos de Minas Gerais –sempre pelo PSDB.
Em 2019, também por pressão de João Doria, foram abertos pedido de expulsão contra o deputado mineiro. Todos eles foram arquivados. Contudo, o argumento agora será o de que a presença de Aécio prejudicará sua campanha a presidente, porque terá de ficar respondendo as investigações e denúncias de corrupção contra o correligionário.
Aécio Neves é réu em ação por corrupção passiva e obstrução da justiça. É acusado pela Procuradoria-Geral da República de ter solicitado –e recebido– 2 milhões de reais do empresário Joesley Batista, da JBS.
Ele é investigado ainda em casos de corrupção envolvendo também a JBS por ter supostamente recebido 60 milhões de reais por meio de notas frias.
Há a corrupção na construção da Cidade Administrativa, em Minas Gerias, quando foi governador. Ele, de acordo com ex-executivos da Odebrecht, cobrou 3% do valor do contrato para que a empresa ganhasse a licitação.
Da empresa ainda, Aécio, segundo delatores da Odebrecht, recebeu por meio de contratos fictícios 6 milhões de reais para a sua campanha à Presidência de 2014.
Expulsar por corrupção seus filiados, porém, não é o forte do PSDB. Condenado por corrupção, Eduardo Azeredo, apontado como o responsável pela gênese do chamado “valerioduto”, que ajudou irrigar mais tarde o Mensalão do PT, nunca foi expulso.

