Um dos juízes federais investigados na Operação Skiagraphia trabalha atualmente como assessor de um ministro do Superior Tribunal de Justiça. Segundo a Polícia Federal, o mandado cumprido em Brasília estava relacionado a esse magistrado. O esquema em que ele é suspeito de participar gerou cerca de R$ 1 bilhão em prejuízos aos cofres da União.
Além desse mandado, os policiais cumpriram outras 18 ordens de busca e apreensão, sendo a maioria em Fortaleza, onde o suposto esquema era realizado. Os demais foram cumpridos em São Paulo, Recife, e em Dourados, no interior do Mato Grosso do Sul. As ordens foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Ninguém foi preso.
O suposto esquema envolveu dois juízes. O outro magistrado já se aposentou. Os nomes de ambos não foram divulgados. O esquema também envolvia advogados, empresários e funcionários públicos federais.
O grupo é suspeito de cometer diversas fraudes durante a condução de processos envolvendo alguns dos principais devedores da União. Entre as irregularidades apuradas estão a falsificação documental, com simulação de intimações à União nesses processos. Os crimes teriam sido cometidos de 2012 a 2016.
O STJ foi procurado para comentar a suspeita sobre o juiz federal que atua na Corte, mas ainda não se manifestou a respeito. Os investigados devem responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As penas somadas podem chegar a 42 anos de prisão.

