Aliados do presidente do PSD afirmam que, embora adote um discurso firme de candidatura própria, Gilberto Kassab quer mesmo é indicar um candidato a vice-presidente na chapa do ex-presidente Lula.

Ao lançar Rodrigo Pacheco, afirmam, Kassab pensou que poderia convencer o senador a abrir mão da candidatura por uma aliança com Lula. Pacheco prefere ficar no Senado e tentar a reeleição para o comando da Casa a partir de 2023.

Agora, ao falar a interlocutores que o candidato do PSD a presidente será Eduardo Leite, ele tenta pressionar Geraldo Alckmin, que negocia sua filiação ao PSB. Ou seja: a candidatura própria do PSD segue como um movimento para fortalecer o poder de barganha de Kassab junto ao PT.

Interlocutores do governador do Rio Grande do Sul garantem, porém, que, se for para ser vice de Lula, ele fica no PSDB e concorre à reeleição ao Palácio Piratini (ele é contra o instituto da reeleição).

O petista também se mostra, segundo seus aliados, cada dia menos disposto a ter outro vice que não seja Alckmin.

Enquanto fica sem resolver a aliança nacional, Kassab e Lula avançam nos estados. Em ao menos quatro (Bahia, Piauí, Pernambuco e Amazonas), a aliança está fechada; e negociam em outros em outros seis (Rio de Janeiro, Minas, Paraíba, Ceará, Tocantins e Mato Grosso).