O PSD de Gilberto Kassab começou por São Paulo uma operação para ampliar o número de prefeituras do partido. Tentará cooptar, sobretudo, tucanos – os que restaram. A ideia é ampliar as conversas para o resto do país.
Kassab quer sondar prefeitos insatisfeitos com o que sobrou da estrutura do PSDB, partido que já foi grande mas está pequeno – seja em número de parlamentares, seja em coerência ideológica.
O início por São Paulo é óbvio: após 27 anos o tucanato perdeu o governo do estado, que sempre foi sua base e seu maior território. É onde estão os órfãos políticos.
O maior ativo de Kassab para atrair interessados é o posicionamento de centro do PSD. Dirá que o prefeito pode se alinhar à oposição ou à situação em caso de vitória de Lula ou de Jair Bolsonaro, rendendo dinheiro federal à sua cidade.
Seu raciocínio é simples: quanto maior a bancada, mais dinheiro federal a prefeitura pode captar com o apoio dos deputados. O PSD elegeu 42 deputados –o PSDB, 13. Kassab espera ampliar sua bancada federal quando a janela abrir mais adiante.
Só em São Paulo, Kassab está de olho nas mais de 300 prefeituras comandadas por tucanos. Seu PSD não chega a 70 hoje.

