Os pré-candidatos que lideram a disputa pela Presidência da República evitaram, nesta quinta-feira, 24, criticar diretamente o presidente Vladimir Putin sobre os ataques à Ucrânia.

Embora as declarações dos pré-candidatos sejam livres de consequência diplomáticas, os que se manifestaram optaram por manifestações genéricas anti-guerra, sem tomar posição explícita sobre o conflito.

O presidente Jair Bolsonaro nada falou.

O ex-ministro Sergio Moro e o tucano João Doria foram os dois que tomaram uma posição ao “repudiar a violação da soberania da Ucrânia”, no caso de Moro, e “condenar a invasão da Ucrânia pela Rússia”, no caso de Doria.

Líder nas pesquisas, o ex-presidente Lula preferiu escrever que “ninguém pode concordar com guerra” e com “ataques militares de um país contra outro”, evitando condenar diretamente a decisão de Putin.

Bolsonaro, que esteve na semana passada na Rússia e declarou solidariedade à Rússia, preferiu o silêncio. Como o Bastidor informou, determinou ao Itamaraty que não tome posicionamentos de forma isolada.

Sua determinação, porém, ocorreu antes dos ataques russos à Ucrânia, quando o país ainda acreditava na possibilidade de não haver invasão e ataque aos ucranianos. Após a ação da Rússia, o presidente não se manifestou.

Ciro Gomes também optou por não tomar posicionamento nem sobre a guerra. Escreveu que “precisamos nos preparar (…) para os reflexos do conflito entre Rússia e Ucrânia”.

Foto: Reprodução
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