A relatora da CPMI do 8 de janeiro, Eliziane Gama (PSD-MA), só vai apresentar o plano de trabalho na próxima quinta-feira (1), mas a base do governo, que é maioria no colegiado, já traçou os primeiros passos da investigação.
Enquanto a oposição defende que a comissão se restrinja ao dia dos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília, os aliados da gestão petista querem marcar como ponto inicial das investigações o dia seguinte ao segundo turno.
O objetivo é inclu: 1) airs declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL); 2) os protestos no dia da diplomação do presidente Lula (PT) no Tribunal Superior Eleitoral; 3) o fechamento de rodovias; 4) a tentativa de um extremista de explodir uma bomba no aeroporto de Brasília em dezembro.
O roteiro seguirá em busca de mentores, financiadores e participantes. Um dos documentos que serão usados pelos parlamentares é o relatório feito por Ricardo Cappelli, que foi interventor federal no Distrito Federal.
Os deputados e senadores próximos do governo já pediram ao Supremo Tribunal Federal a lista dos investigados para afastar da comissão parlamentares que estejam envolvidos nos atos.
O Bastidor mostrou que Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres são dados como certos na CPMI. O ex-ministro da Defesa e da Casa Civil Walter Braga Netto é outro candidato a convocação.

