O presidente Jair Bolsonaro recebeu do presidente da Câmara, Arthur Lira, uma promessa de respiro para as próximas semanas. Serão votados antes do recesso de julho as reformas administrativa, eleitoral e fundiária e o projeto que acaba com os super salários.
A ajuda do poderoso aliado do centrão vem em boa hora porque é crescente o desgaste do governo na CPI da Pandemia que investiga as acusações de corrupção na compra de vacinas.
Apesar do sinal de apoio de Lira, os líderes dos partidos duvidam que as votações vão acontecer. O relator da reforma administrativa, Arthur Maia, disse que só vai apresentar seu relatório na primeira quinzena de agosto, na volta do recesso parlamentar.
A articulação do governo quer tirar o foco da CPI a qualquer custo e vai trabalhar com essa prioridade no Congresso.
O recesso vai de 18 a 31 de julho, mas depende da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias. O problema é que a Comissão Mista de Orçamento ainda não foi instalada. Apesar de um acordo já costurado, o governo quer um parlamentar mais amigável que a senadora Rose de Freitas, do MDB do Espírito Santo, no comando da comissão.

