A ida de Arthur Lira na segunda-feira (17) ao Batalhão da PM do Distrito Federal ao lado do interventor Ricardo Cappelli e de Celina Leão, governadora interina, e a declaração dada em seguida, fazem parte dos movimentos para se manter na presidência da Câmara dos Deputados. Também serviu a recados:

. à base serviu para garantir que não vai tolerar atos de antidemocráticos da oposição, que o governo de Lula é legítimo e que defenderá a punição de quem fomentar golpismo, como o que fez com o deputado Abílio Brunini (PL-MT), que disse que a Câmara não foi depredada;

. e à oposição ao garantir a liberdade de expressão, ao isentar Nikolas Ferreira (PL-MG), Clarissa Tércio (PP-PE), André Fernandes (PL-CE) e Silvia Waiapi (PL-AP) de qualquer envolvimento com os ataques golpistas;

. e um gesto a Celina Leão (PP), que mantém ótima interlocução com a bancada do Distrito Federal na Câmara.

A movimentação é uma forma de Lira ser deixado de lado. Ele quer segurar siglas da base, que se movimentam para achar uma alternativa, e evitar que bolsonaristas sigam o mesmo caminho.

Lira fará almoços e jantares nas próximas duas semanas para garantir o apoio de partidos da base e da oposição. O PL já lhe prometeu apoio, mas quer ficar com a relatoria do orçamento do ano que vem. É difícil.

O presidente da Câmara tentará alinhar as demandas. Terá muitos encontros com bancadas estatuais e com frentes temáticas. Ao unir pedidos e assumir compromissos, espera evitar focos de insatisfação.