Deputados da base governista se dizem contrariados com a declaração do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que defendeu a votação de uma reforma administrativa cujo texto está pronto para ir a plenário. Alguns classificaram o movimento como uma “afronta” ao governo federal.
Em evento do grupo Lide em São Paulo, Lira disse que o tema deve ser o próximo passo do Congresso nas reformas econômicas. O governo e os parlamentares governistas são contra.
Um deputado disse ao Bastidor que a declaração de Lira, sabedor da oposição do governo ao tema, foi uma reação a o que ele considera uma tentativa do governo de tirá-lo da articulação da reforma ministerial.
Governo, PT e partidos aliados são contrários à reforma administrativa. São contra reduzir o número de servidores, são aliados de sindicatos de servidores e não querem enfrentar um tema impopular.
A PEC que trata da reforma administrativa foi enviada ao Congresso em 2020, ainda no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e chegou a ser aprovada em uma comissão especial no ano seguinte. O relator da matéria é o deputado Arthur Maia (União Brasil-BA), aliado de Lira.
“Não tem clima, nem chances de aprovação”, diz um petista que viu na declaração de Lira um troco pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, ter se reunido com PP e Republicanos sem sua presença.

