Arthur Lira defendeu hoje (27) os deputados bolsonaristas indiciados pela CPI da Pandemia. Mas, em junho deste ano, interpelou extrajudicialmente Talíria Petrone pelas críticas que a parlamentar dirigiu a ele em sessão da Câmara.

A deputada do Psol disse que o presidente da Casa usou “palavras de cunho racista” ao criticar a presença de líderes indígenas na Câmara. O grupo protestava contra mudanças legislativas que fragilizariam a situação indígena.

Lira então resumiu o protesto da seguinte forma: “[Índios] Invadiram o Congresso Nacional, subiram ao teto das cúpulas e ficaram usando algum tipo de droga, fumando e dançando aqui em cima”.

Hoje, o presidente da Câmara disse que o indiciamento de deputados por divulgação de mentiras sobre a pandemia abre um precedente perigoso. 

Afirmou aos pares estar “tratando da imunidade dos parlamentares por sua opinião e por seus votos como dimensão ampliada dessa mesma liberdade”. E complementou: “O parlamentar, seja ele qual for, de que partido for, de que ideologia for, deve gozar da mais ampla liberdade de expressão”.

A CPI da Pandemia apresentou seu relatório ontem. Foram indiciados, por incitação ao crime, os seguintes deputados da base do governo: Bia Kicis, Carla Zambelli, Osmar Terra, Carlos Jordy, Ricardo Barros e Eduardo Bolsonaro.

O Bastidor pediu um posicionamento de Lira à assessoria da Câmara, mas não recebeu resposta até a publicação deste texto.