A aliados mais próximos, Jair Bolsonaro afirmou que não poderia aceitar passivamente o resultado das eleições porque seus “inimigos”, como os definiu, o querem preso junto com seus filhos.
Bolsonaro está certo de que, tão logo deixe a Presidência da República, o ministro Alexandre de Moraes, expressamente citado por ele, em conluio com o PT, tentaria prendê-lo.
Bolsonaro disse que não poderá contar nem com seus aliados, como Ciro Nogueira, seu ministro-chefe da Casa Civil, e Arthur Lira, presidente da Câmara. Reclamou que os dois correram para “se oferecer” para Lula.
Bolsonaro não gostou que Ciro Nogueira, em conversa com Gleisi Hoffmann, prometeu ajudar o governo de transição na elaboração do orçamento do ano que vem.
Sobre Arthur Lira, Jair Bolsonaro acha que o presidente da Câmara deveria ter esperado seu posicionamento para só depois reconhecer Lula eleito.
Este aliado acredita que o presidente, ainda que reconheça o resultado das urnas, não deixará de incitar seus apoiadores contra “o sistema”.

