O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ainda não definiu se tocará a PEC que sair —se sair— nesta quarta (22) do Senado sobre decisões monocráticas dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Lira já disse que ficará para o ano que vem a eventual análise e, até lá, muita coisa pode acontecer —inclusive ficar na gaveta.

Para o deputado, segundo seus aliados, é até razoável estabelecer limites para as decisões monocráticas e os pedidos de vista do Supremo. Mas ele ainda não definiu a velocidade que a PEC terá na Câmara.

O que o presidente da Câmara não deve tocar —e ele verbalizou a seus interlocutores— é outra PEC, que estabelece mandato para os ministros da corte. Para ele, é ineficaz. Lira já até disse que não vota.

Para aliados mais maldosos, Lira não quer estragar o ótimo momento que vive com o Supremo Tribunal Federal, onde teve duas grandes vitórias nos últimos meses.

Numa, Lira foi inocentado da denúncia de corrupção, acusado de receber mais de cem mil reais em propina envolvendo o controle da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) (aqui); noutra, foram destruídos os indícios que poderiam implicá-lo na Operação Hefesto, no caso dos kits de robótica do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) (aqui).