Arthur Lira, o candidato do centrão e do Planalto à Presidência da Câmara, aprofundou a estratégia de dividir as bancadas que apoiam ou podem apoiar uma candidatura construída por Rodrigo Maia.
O plano em ação envolve abordar individualmente deputados considerados indecisos, de modo que, se convencidos, eles possam impedir o apoio dos partidos que ainda hesitam a ir com Maia.
Como a dificuldade de escolher um nome do atual presidente da Câmara permanece, e as disputas internas crescem conforme aumenta a pressão para uma solução definitiva, Lira e seus aliados avaliam que deputado antes simpáticos a Maia estariam no momento certo para trocar de lado.
Abundam reclamações no MDB, no PSB, no PT e no PSL. Lira aposta que essas reclamações individuais podem se reverter em apoio a ele.
Incentivos não faltam: cargos, emendas, promessa de boas condições para concorrer em 2022.
Se não conquistar apoios, Lira quer, ao menos, neutralizar possíveis aliados da candidatura de Maia.
Até o momento, deu certo a estratégia de inviabilizar uma candidatura consensual do grupo de Maia.

