Falta pouco mais de um ano para o fim do mandato de Arthur Lira (PP-AL) no comando da Câmara, mas já há líder querendo vê-lo pelas costas. Insatisfações foram ouvidas recentemente pelo Bastidor de dois líderes que, na teoria, são aliados do alagoano. É o velho caso de “amigos, sim; negócios, à parte”.

Um dos líderes partidários reclamou que Lira usou a Presidência da Câmara para se livrar das dores de cabeça no Supremo Tribunal Federal. Agora, sem consultar o colégio de líderes, decidiu que vai “sentar” sobre a PEC enviada pelo Senado que controla as decisões monocráticas dos ministros da corte.

O líder se refere aos casos em que Lira foi inocentado da denúncia de corrupção, acusado de receber mais de cem mil reais em propina envolvendo o controle da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) (aqui); e à destruição dos indícios que poderiam implicá-lo na Operação Hefesto, no caso dos kits de robótica do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) (aqui).

Outro líder diz que o presidente da Câmara não quer dividir as vice-presidências da Caixa Econômica Federal. Lula entregou ao PP o comando do banco e prometeu entregar as vices aos demais aliados do centrão. Não se chegou a acordo porque, segundo acusa esse aliado de Lira, ele não aceita dividir as melhores diretorias. Segundo esse líder, o deputado quer aproveitar o tempo que lhe resta com poder.