O presidente da Câmara, Arthur Lira, achou uma forma de segurar deputados em Brasília às vésperas do recesso parlamentar, para garantir a votação da PEC Kamikaze ainda esta semana.

Lira não liberou o sistema de votação remota e enterrou o plano de muitos deputados de ir embora na quinta-feira de manhã. A articulação do governo quer que todos fiquem até sexta-feira, 8.

O objetivo de Lira e do governo é fazer de tudo para aprovar a PEC o mais rápido possível, para dar tempo de impulsionar intenções de voto em Bolsonaro a 90 dias da eleição. A matéria prevê o aumento do valor do Auxílio Brasil, a criação do voucher para caminhoneiros e a ampliação do vale-gás, a um custo de R$ 41 bilhões fora do teto de gastos.

O recesso parlamentar começa no dia 17 de julho, mas normalmente o clima de marasmo começa antes. A jogada de Lira de não liberar a votação remota é para não correr o risco de deputados não voltarem a Brasília na semana que vem e não votarem a PEC. A oposição vai tentar obstruir para adiar a votação.