Depois da pressão de aliados, o presidente da Câmara, Arthur Lira, decidiu informar ao Planalto que só vai colocar em votação a reforma do imposto de renda quando houver acordo entre o governo e sua base.

Lira vinha sendo alertado de que a articulação do governo – a saber: os ministros Ciro Nogueira e Flávia Arruda, além do líder do governo, Ricardo Barros – não estavam trabalhando para o avanço da matéria, deixando-o isolado.

Lira tentou três vezes colocar o projeto em votação e teve de recuar por falta de acordo com a oposição e com deputados da base do governo. O presidente da Câmara acredita que a aprovação das mudanças no imposto de renda deixou de ser do interesse de Jair Bolsonaro.

O texto em discussão é rejeitado por empresários, estados e municípios e por partidos de esquerda. E o presidente da Câmara está incomodado porque acredita estar sendo fragilizado, com a aparente falta de controle da agenda da Casa e da capacidade de articulação.