À medida que os candidatos à Presidência da Câmara se movimentam para a disputa em fevereiro de 2025, Arthur Lira começa a discutir com maior intensidade qual será o seu destino após deixar o comando da Casa.

O parlamentar quer disputar o Senado em 2026, como noticiou o Bastidor, e já discutiu com o governo um possível ministério para ocupar antes da eleição. Lira articulou a pasta do Desenvolvimento Social para o seu partido, o PP, mas acabou com a dos Esportes, ocupada pelo deputado André Fufuca, do PP do Maranhão. O objetivo era ocupar o ministério responsável pelo Bolsa Família e ter uma bandeira, além de recursos, para disputar uma das cadeiras do Senado contra Renan Calheiros.

Na ocasião, Lula vetou. Hoje, porém, discute três possíveis destinos a Lira, mesmo à revelia de Renan: a liderança do governo no Congresso; um ministério ao PP além dos Esportes (o sonho é a Saúde); ou a Presidência da Caixa, hoje ocupada por um aliado do deputado.

Relatos feitos ao Bastidor classificaram Renan como “muito indignado”, devido à proximidade do governo com Lira. A articulação que tirou o senador da relatoria da CPI da Braskem foi mais um capítulo da relação. A entrega dos cargos da Caixa ao presidente da Câmara enfureceu Renan. O senador, que tem o filho no ministério dos Transportes, vislumbrava mais espaço para seu grupo no banco.