O lobista e empresário Francisco Emerson Maximiano, o Max da Precisa Medicamentos, passou a ser oficialmente investigado pela CPI da Pandemia. Até agora ele era considerado testemunha.

Além de Max, o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias e o sócio da Belcher Fermacêutica Emanuel Catori também tiveram seu status trocado.

Catori depôs ontem (terça) à CPI. O empresário admitiu ter relações com o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, mas negou influência do deputado nas negociações de vacinas com o Ministério da Saúde.

Max foi ouvido na semana passada. A empresa dele intermediou a venda de vacinas da Covaxin. O contrato bilionário foi anulado pela pasta após denúncia de irregularidades dos irmãos Miranda.

Roberto Ferreira Dias foi acusado de pedir um dólar de propina por dose de vacina. Ele foi exonerado do cargo na pasta em julho, logo após a divulgação de um encontro, para um chopp, com um suposto vendedor de vacina em um shopping em Brasília.