Presidente do União Brasil, o deputado Luciano Bivar (PE) tem forçado a barra para manter os três ministérios caso algum dos ministros deixe o partido. O problema, diz um integrante da articulação do governo, é que ele não tem o controle da legenda.
Cita como exemplo a participação das bancadas do partido na CPMI do 8 de janeiro. O União Brasil terá uma vaga na Câmara, cujo indicado é Arthur Maia (BA), opositor do governo e que não pretende nenhuma aproximação.
No Senado, onde o União Brasil terá direito a duas cadeiras, Sergio Moro e Soraya Thronicke reivindicam as vagas. Um é inimigo pessoal de Lula e a outra é independente, embora se alinhe mais com a oposição.
A postura do partido na CPMI, diz a fonte do governo ao Bastidor, será fundamental para dar ou não peso à palavra de Bivar nas discussões sobre a manutenção do espaço do União Brasil no governo com a saída de seus ministros ou numa reforma ministerial.

