O ato de indicação de Geraldo Alckmin para vice na chapa de Lula nesta manhã em São Paulo seria, inicialmente, apenas um ato formal, sem grande destaque na agenda da pré-campanha presidencial. O grande evento seria a oficialização da chapa, no fim de abril ou início de maio.
Mudou-se de ideia após a avaliação das lideranças da campanha de que a semana foi desastrosa para o petista e que seria necessária uma ação que reposicionasse Lula em relação ao centro. Lula fez declarações pró-aborto, anti-classe média e contra o Congresso.
De acordo com um petista que atua na pré-campanha de Lula, o ato se tornou uma oportunidade para mudar a pauta do ex-presidente e reposicioná-lo no espectro.
O anúncio da indicação de Alckmin para vice se tornou um esquenta para o ato maior de lançamento oficial da chapa.
O próprio ex-presidente compreendeu e incluiu em seu discurso hoje, entre elogios a tucanos e Miguel Arraes, do PSB, que pretende conversar, tendo o ex-governador de São Paulo ao seu lado, com grandes, médios e pequenos empresários, além de citar a Bíblia.

