André Janones já foi alvo da desconfiança de parte da cúpula petista, que acusava o deputado federal de baixar o nível do debate e ameaçar a imagem que Lula construía para a sua campanha. O grupo, como informou o Bastidor, era chamado internamente de “petistas atucanados“.

A crítica ficou no passado. Janones se tornou peça indispensável na estratégia de Lula nas redes sociais. Não que o deputado seja visto como um dos deles, um “lulista raiz”, mas chegou-se à conclusão de que qualquer ataque ao aliado seria uma briga perdida, porque foi Lula quem o empoderou.

Agora, quando a campanha quer saber como responder a determinado ataque bolsonarista nas redes sociais, Janones é acionado. Ora para encomendar uma postagem ou uma live, ora para perguntar a melhor estratégia para responder.

Inúmeras vezes, diz um petista ao Bastidor, Lula já disse “vê com o Janones o que ele acha”. Foi a senha para que, hoje, ainda que alguns lulistas históricos fiquem com o pé atrás com determinas postagens do deputado, ninguém vai brigar para tirá-lo ou mandá-lo baixar a bola.

A ordem é passar pano. Sempre que se pergunta sobre um ponto ou outro em que o parlamentar possa ter exagerado, como quando sugeriu que Jair Bolsonaro pode ter vendido a alma de seus eleitores ao diabo em cerimônia na maçonaria, a resposta é sempre a mesma: “Ele sempre dá um tom de brincadeira ou já avisa de antemão que é fake news mesmo. Não é como os bolsonaristas, que claramente querem engajar o eleitor”.