Aliados de Lula estão certos de que o Supremo Tribunal Federal vai derrubar as emendas do relator – o chamado orçamento secreto – ou exigir transparência total sobre a destinação do dinheiro.

Para a equipe do ex-presidente, se não acabar com essa modalidade de emenda, o STF vai exigir que sejam divulgados dados como quem indicou a emenda, o valor e para onde foi a verba federal, como funcionam nas emendas comuns ao Orçamento.

Se isso for feito, o STF ajudará o eventual governo Lula a renegociar os termos com o Congresso. A função primordial do orçamento secreto é justamente ser secreto, poder distribuir dinheiro público longe do público. Sem isso, perde a utilidade.

Por isso, até agora Câmara e Senado resistiram às investidas do STF para dar transparência a essas emendas.

O raciocínio dos petistas é que a falta de controle do governo está no fato de o presidente da Câmara, Arthur Lira, comandar por completo o esquema de quem recebe, quanto recebe e quando recebe. Com tudo às claras, acreditam petistas, ficará mais difícil para Lira manter tanto poder.