Antes do diagnóstico de Covid-19, o ex-presidente Lula planejava ir a Belo Horizonte acompanhar o lançamento da pré-candidatura de Alexandre Kalil, do PSD, ao governo de Minas Gerais. O evento ocorrerá na sexta-feira.

A presença do petista simbolizaria a união entre as legendas no segundo maior colégio eleitoral do país. Com o diagnóstico de Covid, a sua presença não está certa. Ainda assim, a ausência do ex-presidente não atrapalha a união entre PT e PSD –nem em Minas nem no resto do país.

Segundo interlocutores de Gilberto Kassab, presidente do PSD, Lula prometeu à legenda uma “aliança prioritária” num eventual governo, já que o MDB lançou candidatura e o PP e PL estão “nos braços” do presidente Jair Bolsonaro.

Lula pediu a Kassab que concentre seus investimentos na eleição de bancada no Congresso Nacional e tente fortalecer o PSD nos estados. Se eleito, o petista espera ter a legenda como principal aliada de seu governo.

Segundo a promessa de Lula, o partido terá preferência sobre antigos aliados, como PP, PL e Republicanos, que estão com Bolsonaro. Um eventual governo do petista não vai virar as costas para o chamado centrão, mas, diz um petista, não o priorizará.

Há motivo para a deferência. Kassab, apesar de prometer lançar uma candidatura presidencial, atuou erraticamente e acabou inviabilizando um nome que pudesse disputar com Lula e Bolsonaro. O petista ficou agradecido.

O PSD não está todo fechado com Lula. No Sul do país, a legenda prefere a reeleição de Bolsonaro, como no caso do Paraná e de Santa Catarina, ou a formação da chamada terceira via, como no Rio Grande do Sul.

Mas nada disso afasta Kassab de Lula. O presidente do PSD, por exemplo, tem dito que Lula vai vencer ainda no primeiro turno.