A decisão de Lula se envolver diretamente na interlocução do governo é um erro, na avaliação de petistas, que sutilmente tentam demover o presidente da ideia.
Acham que sua função deve ser a de avalizar os acordos, de arbitrar as disputas e fazer sempre o papel de bonzinho. Vilão, aqueles que dizem os “nãos”, devem ser os ministros, principalmente o de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o da Casa Civil, Rui Costa.
Ao se envolver diretamente no dia a dia das negociações, dizem, Lula vai inevitavelmente se indispor com as lideranças, os deputados e não haverá quem poderá remediar. A situação da relação do governo com o Congresso, se começou ruim, ficará péssima.
Se atender aos conselhos de seus correligionários, nos encontros que começam hoje (10), Lula vai aparecer apenas para apertar as mãos, deixando para os ministros o papel de conversar com as lideranças.

