Em todas as conversas mantidas em Brasília, Lula tenta conter o clima de “já ganhou” contra Jair Bolsonaro. O ex-presidente alerta para o peso da máquina da Presidência da República nas eleições e tenta mobilizar eventuais aliados.
Lula manteve encontros com representantes do PSB, PSOL, PROS, PCdoB e até do PDT, de Ciro Gomes. E nesta quarta-feira, 6 de outubro, o petista vai conversas com emedebistas e amanhã, 7, com representantes do PSD, entre os quais, Gilberto Kassab, o presidente.
Inicialmente, pensou-se em convidar para o encontro o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ainda que o senador não esteja filiado ao partido. Mas Lula achou por bem, em conversa com interlocutores, não tentar o encontro.
Tanto Lula quanto Pacheco entenderam que uma reunião para tratar das eleições gerais do ano que vem poderia ser institucionalmente ruim para o presidente do Senado.
Pacheco não definiu – nem se espera que resolva este ano – se deixará ou não o DEM. Com a fusão da sua legenda com o PSL, lideranças do novo partido acreditam que o senador ficará onde está.
Ainda assim, Pacheco mantém viva a interlocução e a proximidade com o PSD, indo a encontros de bancadas e reuniões da legenda. O presidente do Senado espera conseguir se viabilizar como terceira via nas eleições presidenciais do ano que vem.
Em maio, quando Kassab esteve com Lula em Brasília, o petista o incentivou a lançar candidatura própria. À época, porém, a leitura era de que candidaturas ao centro tiravam votos de Bolsonaro.

