A bancada do PT na Câmara concorda com duas mudanças feitas pelos senadores no texto do novo arcabouço fiscal: a emenda do senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP) que garante um crédito adicional de até R$ 40 bilhões, que é a prioridade, e a exclusão do Fundeb do teto de gastos.

As outras mudanças feitas pelos senadores – a retirada do Fundo Constitucional do Distrito Federal e as despesas com tecnologia, ciência e inovação – não têm apoio dos petistas da Câmara e do governo para serem mantidas.

“Queremos o Fundeb e os R$ 40 bilhões, mas não vamos criar guerra”, disse ao Bastidor uma liderança petista sobre o texto que será votado na Câmara só em agosto, após o recesso parlamentar. A cautela do petista tem a ver com a resistência do Centrão em acatar as modificações dos senadores.

A ideia original do governo era aprovar a matéria nesta semana, logo após a votação do projeto de lei que reestabelece o voto de qualidade no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf). A reforma tributária, na escala de prioridade do Palácio do Planalto, aparecia somente após o Carf e o arcabouço.

As dificuldades na articulação política e a agenda própria do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), mudaram a ordem de votações na Câmara. O arcabouço só será assunto em agosto.