Pelo menos 1,7 milhão de pessoas já deixaram o território ucraniano desde que a invasão russa ao país teve início. Segundo a ONU, no domingo, 6, houve recorde de refugiados fugindo da região: 207 mil pessoas cruzaram as fronteiras em busca de ajuda em outros locais.

O país que mais recebeu refugiados da guerra na Ucrânia até o momento segue sendo a Polônia. Mais de 1 milhão de pessoas buscaram ajuda no país vizinho, o que explica as constantes filas encontradas nas cidades próximas. Há relatos de pessoas que esperaram até 60 horas para cruzar a fronteira.

A ONU contabiliza que 53,3 mil pessoas também buscaram abrigo na Rússia. Apesar de o país ter invadido a Ucrânia, há uma parcela de ucranianos favoráveis ao governo de Vladimir Putin e a favor da separação de algumas regiões do país, o que pode explicar o fluxo migratório durante a guerra.

Ainda de acordo com a ONU, pelo menos 854 mil pessoas foram obrigadas a se deslocar de casa durante a invasão. Essas, no entanto, ainda não buscaram refúgio em outras nações e seguem dentro do território da Ucrânia.

Maior crise de refugiados do século

Nos últimos 6 dias, mais de 660 mil pessoas deixaram o território ucraniano. Segundo a ONU, caso esse índice se mantenha, a situação poderá se tornar a maior crise de refugiados na Europa neste século.

O alto número de pessoas buscando ajuda e a constante escalada militar dificultam cada vez mais a saída de refugiados em todas as fronteiras. Segundo a ONU, moradores da cidade portuária de Odessa levam até 24 horas para cruzar os 60 quilômetros que os separam da fronteira com a Moldávia. Na Romênia, passar pelas filas de imigração pode levar até 20 horas.

A agência da ONU para refugiados afirma que os países europeus que fazem fronteira com a Ucrânia têm sido receptivos com os refugiados e pede que os governos desses locais continuem mantendo o acolhimento aos necessitados. A entidade deve ampliar a atuação em alguns locais, como a Hungria, para garantir acomodação a quem tenta fugir da guerra.