Sobram dúvidas no Republicanos sobre a campanha de Marcos Pereira à Presidência da Câmara. Fontes do partido disseram que a única certeza é que o atual vice-presidente da Casa vai para a disputa – com ou sem apoio do governo.
Pereira tem acenado a Lula. Recentemente, o partido pediu ao STF que dívidas de leniências fossem incluídas nas listas de pagamento das companhias que estão em recuperação judicial. Um dos advogados que assina a petição é o ex-deputado federal petista João Paulo Cunha.
Muitas das empresas pegas na Lava Jato usam como argumento para evitar o pagamento dos acordos de leniência, o fato de terem perdido faturamento e acumulado dívidas. Estas mesmas companhias são a aposta do PT para gastar em obras pelo país.
Mesmo com o aceno, nada garante que o governo apoiará Pereira. Há muito o que negociar. Um dos pontos é a relação com a Igreja Universal, de onde Pereira é bispo licenciado. A igreja e seu líder, bispo Edir Macedo, apoiaram Bolsonaro com força; o deputado manteve distância regulamentar.
Há ainda o fator Arthur Lira, que aposta em Elmar Nascimento, do União Brasil, como seu sucessor. Muitas são as dúvidas no Republicanos sobre o quão decisivo é o apoio do alagoano. Apostam que a perda de poder, por Lira estar deixando a presidência, vai facilitar o abandono a Elmar, visto no partido como incapaz de conciliar os muitos interesses necessários para sentar na cadeira.

