Insatisfeita com a demissão de Carlos Lupi do Ministério da Previdência após desvios descobertos no INSS, a bancada do PDT decidiu deixar a base de apoio do governo na Câmara nesta terça-feira (6). O líder do partido, Mário Heringer, disse que a decisão pela independência nas votações foi tomada de manhã, por unanimidade.
Nem mesmo a nomeação de Wolney Queiroz, que também é do partido como substituto de Lupi serviu. O deputado André Figueiredo disse que Queiroz foi uma escolha de Lula, não uma indicação do PDT.
Na prática, a decisão significa que o PDT não votará mais como um aliado do governo, decidirá suas posições a cada matéria. No anúncio de independência, Mário Heringer sinalizou que o partido pode vir a ter candidato próprio na eleição de 2026. É mais uma forma de protestar, expressar descontentamento, do que realidade.

