O ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, foi avisado pelo comando do Exército que a inteligência militar brasileira percebeu o aumento do contingente militar venezuelano na fronteira com a Guiana. Parte desse reforço está na fronteira próxima à do Brasil.

Apesar da movimentação, o governo ainda acredita ser baixo o risco da deflagração de uma guerra. Requer apenas atenção. É por isso que o Brasil dobrou o efetivo das tropas na região. Alguns pelotões receberam o reforço quadruplicado de homens. A ordem é não permitir o avanço das tropas venezuelanas sobre a Guiana por território brasileiro.

O governo do Brasil também tem mantido contato frequente com o presidente da Guiana, Irfaan Ali. Além de Lula, o presidente guianês tem falado com o chanceler Mauro Vieira e com o assessor para assuntos internacionais do presidente, Celso Amorim.

A promessa de não permitir a invasão por meio do território brasileiro tem sido reiterada nas conversas. A tentativa brasileira é se mostrar um mediador viável para os dois lados da disputa, sem que a Guiana recorra aos Estados Unidos para garantir sua segurança.