Líder do PSD, o deputado Antônio Brito (BA) tentará se viabilizar como candidato a presidente da Câmara a partir de 2025, quando se encerra o mandato de Arthur Lira à frente da casa.
Brito, ao contrário de Marcos Pereira (Republicanos-SP) e de Elmar Nascimento (União Brasil-BA), não vai esconder a sua proximidade, nem a da sua bancada, com o governo.
Com três ministérios, o PSD só perde para o PT em fidelidade. Será este seu ativo para tentar emplacar com o apoio de petistas – mas, principalmente, da base governista.
Seus adversários terão de seguir uma linha diferente. Marcos Pereira, que também é presidente do Republicanos, não pode levar a legenda para a base do governo, embora libere os parlamentares que assim o quiserem. No Senado, por exemplo, parlamentares muito bolsonaristas, como Damares Alves (DF) e Hamilton Mourão (RS), rejeitam a possibilidade. Com as limitações, focará no discurso da independência.
Elmar Nascimento (União Brasil-BA) é identificado como próximo demais de Arthur Lira, mesmo que o presidente da Câmara não se envolva nas disputas. Seu partido, dos mais infiéis, vive arrumando problemas para o governo.
Antonio Brito acredita ter outro trunfo para segurar a participação direta de Arthur Lira na sua sucessão em favor de Elmar. Ele foi o primeiro líder a declarar apoio à candidatura de Lira, de quem é amigo, em 2021. Acha que, sem Lira se envolver diretamente, conseguirá também o apoio dos deputados “liristas”.

