A defesa de Jair Bolsonaro (PL) dá como certa a inclusão das denúncias de uso da Caixa Econômica Federal em favor de sua candidatura durante a campanha de 2022 nos processos que correm no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
À época, o governo Bolsonaro usou o banco público para abrir linhas de crédito para beneficiários do Auxílio Brasil sem garantias à Caixa, que acumula prejuízos. O caso foi revelado pelo UOL.
Bolsonaro corre o risco de ficar inelegível por oito anos, ainda em 2023. Aliados do ex-presidente, que antes resistiam à possibilidade, consideram que agora que o desfecho é o mais provável. Não acreditam, no entanto, em prisão. Há 17 processos no TSE contra Bolsonaro.
Segundo um dirigente do PL, o próprio Bolsonaro considera praticamente irreversível a sua situação no TSE. O uso político da Caixa, diz, é só mais um elemento que reforça sua condição desfavorável. A defesa, acrescenta, já esperava uma denúncia desse tipo.
O dirigente do PL afirmou ainda que a defesa está concentrada em casos que podem resultar na prisão: alteração do cartão de vacinas e as joias sauditas.

