Vai aumentar nos próximos dias a pressão de caciques do MDB, principalmente os do Nordeste, para que a legenda não endosse a candidatura de Simone Tebet na convenção do partido, que deve ocorrer em julho.

A pesquisa Datafolha divulgada na semana passada mostrou que a senadora oscilou negativamente, de 2% para 1%, nas intenções de voto.

Renan Calheiros, Eunício Oliveira, que avalia se disputa o estado do Ceará, e Romero Jucá trabalham para que o partido rejeite o nome de Tebet.

O argumento é o de que a legenda não pode apoiar uma candidatura presidencial que tenha 1% das intenções de voto. O objetivo é deixar o MDB livre para alianças locais e, a partir delas, apoiar um candidato nacional.

É o caminho, porque, embora o Nordeste e parte do Norte queiram embarcar na candidatura de Lula, o partido no Sul e Sudeste prefere Jair Bolsonaro ou ficar de fora da disputa no primeiro turno.

Outra forte razão é economizar recursos da candidatura presidencial para gastar com outras, mais competitivas.