Isaac Alcolumbre, preso ontem pela PF acusado de ajudar no tráfico internacional de drogas, sabia que seu aeródromo era usado para atividades ilícitas. Mas o primo de Davi Alcolumbre – que emprega a esposa de Isaac, Vânia Alcolumbre, em seu gabinete no Senado – queria distância dos traficantes.

As informações constam de investigação apresentada à Justiça Federal no Amapá para justificar a prisão do ex-deputado estadual – que foi mantida em decisão proferida ontem.

Os contatos, segundo a PF, ocorriam via o intermediário Arielton Marcos Pontes Moraes, que repassava informações entre Isaac e Márcio Roberto Sales de Araújo – apontado como responsável por fazer o transporte da droga pelo Brasil.

“É impossível inferir que Isaac Alcolumbre esteja consciente das atividades ilícitas perpetradas pelo grupo de Márcio Sales, eis que (aparentemente) não deseja ter contato direto com os demais integrantes do grupo”, diz a PF num trecho replicado na decisão da Justiça Federal.