Lula avisou que pretende reduzir o ritmo de viagens internacionais, por pedido dos médicos que acompanham sua saúde. Ele tem se queixado de dores no quadril, consequência de uma artrose, e saiu de recentemente de uma pneumonia.
Ainda assim, o presidente fará quatro as viagens no segundo semestre: em agosto, uma reunião do Brics, na África do Sul; a Assembleia Geral da ONU, em setembro, nos Estados Unidos; a COP 28, em novembro, nos Emirados Árabes; e uma passagem por Angola, Moçambique Nigéria e São Tomé e Príncipe, que sediará encontro dos chefes de Estado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em agosto.
Em cinco meses, Lula passou por Argentina, Estados Unidos, China, Portugal, Espanha, Reino Unido e Japão.
Há a sugestão da diplomacia brasileira que Lula aproveite a viagem à África do Sul e ao encontro da CPLP para visitar os países africanos. O petista faz questão de encontrar seus pares na África.
É possível que sejam as únicas viagens do presidente este ano. Em outras reuniões e encontros, Lula deve ser representado pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin.
A redução das viagens internacionais atende também a pedidos da articulação política para que ele esteja mais presente. O presidente quer viajar pelo país, encontrar governadores e prefeitos, além de empresários, para tentar promover sua agenda, principalmente a reforma tributária.

