Em meio à reforma ministerial que vai ocorrer nas próximas semanas, governo e base aliada têm colocado na mesa a sucessão dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Ambos foram reeleitos em fevereiro deste ano e têm mandato até fevereiro de 2025.

Na Câmara, o favorito por enquanto é Elmar Nascimento (União Brasil-BA); no Senado, a posição é de Davi Alcolumbre (União Brasil). É aí que mora o problema: nem o governo, tampouco partidos da base aliada, querem tanto poder nas mãos de apenas um partido, o União Brasil. O partido tem três ministérios, mas entrega poucos votos ao governo.

Como mostrou o Bastidor,  os postulantes hoje são Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Isnaldo Bulhões (MDB-AL), Marcos Pereira (Republicanos-SP) e Antônio Brito (PSD-BA). Embora Lira não diga publicamente quem apoiará, aliados apontam para o favoritismo de Elmar.

No Senado, quem se movimenta explicitamente para voltar à presidência é Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) – que, mantido o favoritismo, deve ter o apoio do governo.

Pelo governo, o comando da Câmara ficaria com o MDB, o PSD ou até o Republicados de Marcos Pereira, já que a relação do PT com Elmar é conflituosa.

No Senado, Alcolumbre é o preferido do governo. Nas palavras de um parlamentar do PT, a capacidade do senador de criar problemas a seus opositores e de evita-los para seus aliados faz dele um parceiro vantajoso.

As negociações se darão em busca de uma alternativa a Elmar, em caso de apoio a Alcolumbre – considerado o cenário mais provável – ou tentar um outro nome para o Senado, hoje uma situação quase descartada.