O desfile de tratores, num gesto ao agronegócio, e do lobby do ensino cristão domiciliar na parada de 7 de setembro em Brasília foi um pedido do presidente Jair Bolsonaro ao ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, e ao comando das Forças Armadas.

Fontes do Planalto e com acesso ao comando militar afirmaram ao Bastidor que, apesar do desconforto causado, os comandantes e as altas patentes de Exército, Marinha e Aeronáutica, decidiram atender o desejo de Bolsonaro com o argumento de que ele é o comandante em chefe.

Também se avaliou que a inclusão da novidade na parada cívica-militar, onde tradicionalmente já desfilam escolas militares e civis, não impactaria seu caráter. Ninguém cogitou ser o gesto do presidente um movimento político.

O ensino domiciliar está em tramitação no Congresso e, embora não tenha sido considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, precisa de regulamentação aprovada para ser legal.

Tanto o desfile dos tratores, como a marcha do grupo de cristãos que defendem o ensino em domicílio, acabam sendo uma plataforma eleitoral do presidente, que busca sua reeleição.

Bolsonaro se elegeu prometendo aprovar o homeschooling. Já o desfile de tratores foi um gesto do presidente ao agronegócio, segmento que ele tenta manter longe do ex-presidente Lula.