O presidente Jair Bolsonaro está preocupado com seu palanque em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, que responde por 10,5% do total de votos.

Ficar bem posicionado em Minas, além de São Paulo e Rio de Janeiro, os três maiores colégios eleitorais, é fundamental para Bolsonaro conseguir evitar uma vitória de Lula no primeiro turno.

Em Minas, no entanto, o presidente não terá um palanque forte. Bolsonaro ficou frustrado com a decisão do governador, Romeu Zema, do Novo, de não apoiar sua reeleição. Zema vai apoiar Luiz Felipe D’Ávila, também do Novo, que tem 1% das intenções de voto para presidente.

Em vez de buscar o apoio de Zema no início, Bolsonaro preferiu apostar em um candidato próprio, o senador Carlos Viana. Só que Viana aparece com apenas 4% das intenções de voto no último DataFolha. Zema pode ser reeleito no primeiro turno.

Como lidera com certa tranquilidade, Zema preferiu ficar distante da alta rejeição do presidente no estado, de 55%. Em Minas, Lula lidera as pesquisas de intenção por 48% a 28% de Bolsonaro.

Assim, o palanque de Bolsonaro em Minas será fraco. Além de Viana, a chapa bolsonarista terá o ex-ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio como candidato ao Senado, que deixou o cargo acusado de criar candidaturas laranja em 2018.