Com novo recorde diário de mortes (2.286), a maioria das capitais estão com seus hospitais lotados, próximos do colapso ou já sem vagas. A situação é desesperadora, segundo relatos de médicos da linha de frente e técnicos das secretarias de Saúde.

Os apelos dos gestores locais ao Ministério da Saúde seguem ignorados. Não há coordenação ou liderança nacional perante a calamidade macabra.

Os militares da pasta dizem que a responsabilidade cabe aos governos estaduais e aos municípios. Dizem que estão fazendo tudo o que podem.

Os técnicos na ponta, contudo, afirmam que somente uma ação nacional, com diretrizes claras e rigorosas de distanciamento social, pode ajudar neste momento.

“É cada um por si”, resume um secretário de Saúde que pleiteia ajuda em Brasília.