O presidente Jair Bolsonaro tinha discutido a realização da Copa América no Brasil com os generais Luiz Eduardo Ramos e Augusto Heleno e com Fábio Faria, mas deixou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fora do debate inicial. Ele soube da notícia depois que a Confederação Sul-Americana de Futebol anunciou o Brasil como país-sede porque a Colômbia havia comunicado sua desistência.
A tardia entrada de Queiroga no assunto atrasou o anúncio do governo sobre os procedimentos que serão definidos para receber as delegações estrangeiras, como, por exemplo, a estrutura de saúde disponível para jogadores, jornalistas, dirigentes e demais profissionais que integram as delegações.
O Brasil contou, até ontem, 462.791 mortos por causa da covid-19 e há inúmeras cidades com alto risco de colapso hospitalar. Hospedar a Copa América significa garantir atendimento de saúde para todos os integrantes das delegações sul-americanas que vão disputar a competição.
A Copa América é uma competição menor que a Copa do Mundo realizada no Brasil em 2014 e ainda não está claro se vai haver torcida nos estádios.

