O general Hamilton Mourão, vice-presidente da República, foi o personagem central para convencer a direção do PRTB dos riscos que correriam se aceitassem a filiação de Jair Bolsonaro para a campanha da reeleição no ano que vem.
O principal dirigente do partido, Levy Fidelix Filho, disse a aliados que não chegaram a bom termo as negociações. Ele ouviu de Mourão, o principal integrante da legenda atualmente, que perderia o controle se Bolsonaro fosse admitido.
Mourão citou o exemplo recente do PSL. O presidente do partido, deputado federal Luciano Bivar, quase perdeu o comando da legenda, mas ainda enfrenta a divisão entre “bolsonaristas” e “independentes”.
Na bancada de 53 deputados federais do PSL, há o grupo que defende o presidente, liderado por Eduardo Bolsonaro, Major Vitor Hugo e Bia Kicis. Há também os que renegaram o bolsonarismo, como Joice Hasselmann, Delegado Waldir e Bozzella, por exemplo.
O dilema de Bolsonaro para a campanha da reeleição parece difícil de ser resolvido porque ele quer controlar um partido que tenha boa estrutura nacional.

