Embora tenha sido convidado, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, não participou da cerimônia de entrega do convite para a Operação Formosa que ocorre desde 1998.
Neste ano, ao contrário dos anteriores, foi realizado um desfile de tanques e blindados pela Esplanada dos Ministérios no mesmo dia em que os deputados vão vai analisar a PEC do voto impresso em plenário.
A medida foi considerada uma tentativa de intimidação ao Congresso.
A interlocutores, Mourão afirmou que a demonstração militar não deveria ser interpretada como intimidação ao Legislativo, mas sabe que a coincidência poderia causar mal-entendidos.
Mourão, disse seu interlocutor, preferiu não se juntar a Bolsonaro e ao ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, para marcar posição contrária às pressões do presidente sobre os parlamentares.
Desde o início do governo, Mourão e Bolsonaro têm se mostrado com posições conflitantes.
Na última delas, a do voto impresso, o vice-presidente discordou de Bolsonaro ao dizer que, com ou sem voto impresso, haverá eleição no ano que vem. O presidente reclamou que Mourão “por vezes atrapalha” e que o seu vice é como cunhado, que não pode ser demitido.

