O Ministério Público do Paraná vai apresentar nesta quarta-feira (20), a denúncia contra o policial penal bolsonarista Jorge Guaranho, que matou a tiros o guarda municipal Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu, no dia 9 deste mês.

A entrega da denúncia coincide com o fim do prazo para manifestação da promotoria no inquérito. Na semana passada, a Polícia Civil apresentou o relatório em que indiciou Guaranho por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e por colocar em risco a vida de outras pessoas.

O crime aconteceu depois de uma discussão entre Guaranho e Arruda. O policial penal, invadiu a festa de aniversário do guarda municipal, cuja temática fazia referência ao ex-presidente Lula e ao PT, partido em que ele era tesoureiro. Guaranho gritava “aqui é Bolsonaro!”.

Segundo a polícia, depois de uma troca de xingamentos, que terminou com Arruda jogando pedras no carro de Guaranho, o policial penal foi embora e voltou armado. Atirou contra o guarda municipal, que reagiu atirando de volta.

Guaranho ficou ferido e ainda está internado, em estado grave. Apesar de a motivação inicial ter sido a intolerância de Guaranho, bolsonarista, com a festa temática petista, a Polícia Civil descartou que se trate de um crime de violência política.