A aposta, entre amigos e aliados mais próximos de Valdemar Costa Neto, é por quanto tempo ainda ele vai aguentar bancar as regalias pagas a Jair Bolsonaro, como presidente de honra do PL.
O dono do partido já andou dizendo que, embora não pense em mudar seu posicionamento público (de defesa do ex-presidente) agora, já pensou se ainda vale a pena o dinheiro gasto pelo PL com Bolsonaro.
Salário, advogado, assessores, escritório de trabalho, casa para Bolsonaro. Tudo isso é pago com dinheiro público do partido. O objetivo de Valdemar era que, a esta altura, ele e Bolsonaro estivessem viajando o Brasil escolhendo candidatos a prefeito e a vereador alinhados à direita para as eleições do ano que vem. Mas deu tudo errado.
Bolsonaro ficou três meses fora do país. De volta, precisa prestar depoimento, cuidar de defesa em múltiplos processos e gastar energia com tudo, menos em fortalecer o PL. Até agora, não fez nada que Valdemar havia planejado.

