A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, fala sobre tudo que envolve o governo Lula, independente do impacto. Quer dizer, sobre quase tudo. Gleisi optou pelo silêncio em relação à disputa sobre o rito das medidas provisórias, entre o presidente da Câmara, Arthur Lira, e o do Senado, Rodrigo Pacheco.

Ela não disse palavra porque o tema coloca em conflito as bancadas do PT na Câmara e no Senado. Na Câmara, parte dos deputados do partido dá razão a Lira no embate com o presidente do Senado. Dizem que o formato proposto por ele é mais célere e favoreceria o governo.

No Senado, no entanto, os petistas estão fechados com Pacheco e usam como argumento a Constituição: a volta das comissões mistas para analisar os textos, como era antes da pandemia, quando o atual sistema entrou em vigor.

Ainda sem solução, o único ponto convergente no PT – deputados, senadores e governo – é evitar ao máximo judicializar o tema, para evitar que Lira se torne um desafeto.

Como mostrou o Bastidor, o presidente da Câmara dificilmente sairá vitorioso, mas ainda detém a agenda da casa.