Até houve a tentativa da diplomacia brasileira de convencer o presidente Lula a enviar o vice-presidente Geraldo Alckmin a Buenos Aires para a posse de Javier Milei, no dia 10.
O argumento era de que seria um daqueles recados de diplomacia: haveria um sinal de desprestígio relativo, mas, por se tratar do vice, manteria as relações em nível presidencial.
Também ajudaria os negócios, já que Alckmin é o ministro do Comércio Exterior e se relaciona com os países parceiros na América do Sul. Ainda assim, enviaria a mensagem de que Lula não gostou do convite a Jair Bolsonaro.
Lula, irredutível, decidiu que Alckmin seria demais para Milei e quem o representará na posse será o chanceler Mauro Vieira. A posição do presidente é atribuída ao assessor para assuntos internacionais, Celso Amorim.
O próprio ministro das Relações Institucionais ponderou o gesto do futuro presidente argentino ao enviar sua provável chanceler Diana Mondino a Brasília para entregar pessoalmente uma carta sua a Lula com o convite para a posse. Mesmo assim, Lula não mudou de ideia.
Lula não perdoou o convite de Milei a Jair Bolsonaro. Achou que, assim como Milei ao enviar Mondino ao Brasil, ele pode enviar Veira, também o chanceler, para representá-lo.
A ausência de Lula vai atrapalhar pouco as relações diplomáticas entre Brasil e a Argentina. Além de antigas, são importantes para os dois países.

