Auxiliares de Lula pretendem usar o senador Jaques Wagner, líder do governo no Congresso e o único com liberdade para falar certas verdades ao presidente, para aconselhá-lo a não rivalizar com Jair Bolsonaro na sua volta ao Brasil, programada para esta quinta-feira (30).
A opinião geral é que, se Lula rivalizar com Bolsonaro, o fortalecerá indevidamente. A expectativa é que Bolsonaro o chame para briga e tente criar crises; o conselho é que Lula resista aos chamados. No Planalto, avalia-se que se engajar com Bolsonaro significa exposição e prestígio para o ex-presidente.
O caso do senador Sergio Moro é um exemplo. Auxiliares acham que Lula errou ao dar visibilidade ao ex-juiz ao duvidar da ameaça do PCC. No Senado, Moro foi apoiado por colegas que antes o ignoravam. Ficou maior.
Com o retorno marcado, Bolsonaro acredita que irá retomar o protagonismo político, manter seus apoiadores alinhados e ajudar o PL a formar candidatos competitivos para as eleições municipais do ano que vem.

